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11 de março de 2016

Presa gangue da fraude em concurso

Um novo esquema de fraude, que vem atuando há vários anos no Piauí, foi descoberto na manhã desta quinta-feira (10), quando agentes da Polícia Civil prenderam integrantes do que pode ser uma das mais bem organizadas quadrilhas especializadas em fraudar concursos públicos, como o do Tribunal de Justiça do Piauí e da Secretaria de Educação e do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão .

Pelo menos 200 policiais civis deram cumprimento a 37 mandados de prisão e 46 de condução coercitiva, além de 34 mandados de busca e apreensão em Teresina e em cidades do interior do Piauí e Maranhão. 

Entre os presos, um acadêmico de Medicina, um bombeiro militar e um agente da Superintendência de Transportes e Trânsito (Strans); Porém, outros nomes começam a aparecer nos depoimentos tomados na Academia de Polícia Civil, no bairro Saci, na zona Sul de Teresina, para onde os acusados estão sendo ouvidos. Entre os suspeitos de comprar os gabaritos estão três advogados, um analista do Ministério Público Estadual, policiais civis e agentes penitenciários,

Todas essas pessoas teriam se beneficiado com o esquema de fraude e por isso serão investigadas. Elas deverão ser presas nas próximas horas por comprar gabaritos das provas de vários concursos públicos.

Entre os exames fraudados, o concurso do Tribunal de Justiça do Piauí, em dezembro de 2015, quando candidatos foram presos e tiveram os celulares apreendidos. Naquele domingo, 42 mil candidatos estavam inscritos para disputar as 180 vagas oferecidas 

Segundo o delegado Kleidson Ferreira, do Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco), a Operação Veritas descobriu que os integrantes do esquema trocavam mensagens instantâneas - via aplicativos de celular – inclusive para acertar pagamento e outros detalhes da fraude. 

O esquema também inclui a falsificação de diplomas de conclusão de cursos em universidades, certificados de graduação e pós-graduação, documentos esses investigados pela Operação Veritas.
“Esses celulares que foram apreendidos durante a realizada da prova do TJ-PI são de fabricação estrangeira e tem quantidade menor de metal, o que pode ter facilitado para que o detector de metais não acusasse. Novas prisões ainda podem ser feitas e, se necessário, mais mandados serão expedidos”, revelou o delegado Kleidson.

Fonte:Piauihoje