Na época, os quatro rapazes – com idade entre 15 a 17 anos foram condenados por oito delitos: quatro estupros, três tentativas de homicídios e um homicídio. Porém, nenhum dos réus, porém, vai ficar internado após completar 21 anos de idade, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente.
O recurso da Defensoria Pública, julgado ontem sexta-feira (3), pedia a absolvição dos três jovens por falta de provas, que os três acusados não tiveram participação no crime e foram torturados, obrigados confessar o crime, o argumento derrubado pelo relator do processo, desembargador Evaldo Moura.
No dia 27 de maio quatro adolescentes foram agredidas, violentadas e jogadas de um penhasco de mais de 10 metros de altura, no Morro do Garrote, em Castelo do Piauí. Além dos quatro adolescente – um deles foi morto pelos outros três dentro de uma das celas do Centro Educacional Masculino, em Teresina, no dia 16 de julho do ano passado - , Adão José de Sousa, 40 anos, continua preso, acusado de ser o mentor do estupro coletivo.
Após cinco horas de julgamento - o desembargador Edvaldo Moura demorou três horas para ler seu parecer e anunciar o voto - os desembargadores Pedro Macedo e José Francisco do Nascimento votaram com o relator, que derrubou a tese de confissão mediante tortura dos adolescentes.