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24 de janeiro de 2019

Bolsonaro paga novo mico ao cancelar coletiva em Davos

Jair Bolsonaro passa novo vexame em Davos

Após 15 minutos de atraso, a organização do Fórum Econômico Mundial de Davos anunciou oficialmente que a coletiva de imprensa prevista para as 16 horas local (13h de Brasília) com o presidente Jair Bolsonaro e ministros que o acompanham na comitiva a Davos foi cancelada. 

Primeiro, surgiu a informação de que o presidente não viria mais e que os ministros seriam encarregados de falar com os jornalistas. Depois, que a entrevista teria sido cancelada por completo. Os ministros seriam Sergio Moro (Justiça), Paulo Guedes (Economia) e Ernesto Araújo (Relações Exteriores). 

Há rumores extraoficiais de que a coletiva foi suspensa porque o governo estaria insatisfeito com a cobertura da imprensa durante o Fórum. Ao anunciar o cancelamento, os organizadores do Fórum disseram que não saberiam informar os motivos que levaram à não realização da conferência e pediu aos jornalistas que obtivessem informação diretamente com o governo brasileiro. 

Alguns profissionais ainda seguem na sala de imprensa e muitos estrangeiros questionam os jornalistas brasileiros para tentar entender o que está acontecendo. 

As placas com os nomes das autoridades brasileiras já foram retiradas do local e substituídas por outros que vão conceder a próxima entrevista no local. 

Pronunciamento 

A assessoria da Presidência, que acompanha os jornalistas concentrados no hotel em que Bolsonaro está hospedado, em Davos, acaba chamar um cinegrafista da NBR (TV Nacional do Brasil) e o convidou a subir aos andares superiores. Criou-se uma expectativa, ainda não confirmada oficialmente, de que presidente pudesse gravar um pronunciamento em substituição ao que faria no evento esta tarde – e que foi cancelado. 

A imprensa, que está no local há cerca de uma hora, aguarda uma fala de Guedes. Ao chegar ao hotel, o ministro prometeu falar depois de conversar com o presidente. Também chegaram há pouco o filho do presidente Eduardo Bolsonaro e o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno.

Fonte: Estadão Conteúdo