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24 de janeiro de 2023

Membro da Academia Parnaibana de Letras, Diego Mendes Sousa, festeja 20 anos da sua carreira literária

2023 é um ano muito especial para o poeta parnaibano Diego Mendes Sousa, pois o consagrado escritor festeja 20 anos da sua carreira literária. 

“Neste 2023, comemoro 20 anos de Poesia! Recordo tempos em que eu vivia imerso em Goethe, Rimbaud, Auden, Rilke, Lorca, Eliot, Pound, Jorge de Lima, Lêdo Ivo, Ferreira Gullar, Gerardo Mello Mourão... Eram as iluminações primeiras, as imaginações e as influências pelo chamado da vocação. Eram as minhas divagações... os voos inaugurais.”, disse Diego Mendes Sousa.

Reconhecido nacionalmente por sua vasta produção poética, Diego Mendes Sousa é um intelectual a passos largos, que sabe empreender com a inteligência e a sensibilidade. O poeta sempre projeta Parnaíba pelo mundo, levando a sua cidade em sua aplaudida obra e no coração.

"Os poetas são os legítimos guardiões das suas cidades. São eles que recriam o imaginário da sua gente e legitimam as suas mais profundas raízes com peculiaridade, com verdade e sobretudo, com larga invenção", ressaltou Diego Mendes Sousa.

Diego Mendes Sousa é autor de Divagações (2006), Metafísica do encanto (2008), 50 poemas escolhidos pelo autor (2010), Fogo de alabastro (2011), Candelabro de álamo (2012), Gravidade das xananas (2019), Tinteiros da casa e do coração desertos (2019), O viajor de Altaíba (2019), Velas náufragas (2019), Fanais dos verdes luzeiros (2019), Rosa numinosa (2022) e Agulha de coser o espanto (2023, no prelo).

“Nasci vocacionado. É de berço. Sempre quis ser escritor. Não sabia que era poeta nato, porque a poesia é dom e manifesta-se espontaneamente com o tempo e com a duração da precariedade de estar vivo. Descobri-me depois, poeta e escritor, quando a fluidez da linguagem entendeu por fazer deságue desatinado em mim. Publiquei meu primeiro rebento literário, Divagações, aos dezesseis anos de idade, ainda mancebo e imaturo, e jamais parei ou nunca quis parar, pois encontrei o sentido e a fortaleza da minha vivência e da minha própria existência, enquanto ser humano e sujeito predestinado às letras.”, pontou Diego Mendes Sousa.

Filho ilustre da Parnaíba, Diego Mendes Sousa é membro da Academia Parnaibana de Letras, onde sucedeu ao Ministro João Paulo dos Reis Velloso.

Para José Luiz de Carvalho, atual presidente da Academia Parnaibana de Letras, “Diego Mendes Sousa é um orgulho para Parnaíba. É um escritor predestinado, obstinado e de uma eficiência produtiva fora do comum. Seu caminho é de grandeza. Intelectual lúcido, de trabalho sério. É um gigante das letras nacionais. Profissional competente, exercendo uma das profissões mais dignas, que é advocacia. O poeta tem o meu respeito e a minha imensa admiração, pois é sempre genial.”. 

Para o deleite dos seus inúmeros leitores, Diego Mendes Sousa prepara a edição do seu décimo segundo livro de poemas, intitulado “Agulha de coser o espanto”, momento de coroamento dessa extraordinária carreira literária, que ainda renderá muitos feitos de glória para a sua terra natal. Diego Mendes Sousa é um Imortal da Academia Brasileira de Letras em potencial, quem viver, verá.

                               POÉTICA

                         Diego Mendes Sousa

Quero que o meu poema seja terra a terra. Sincero como a paisagem 

do rio da minha terra. Belo como a alma dessa terra: 

casa incendiada, explosão acontecendo. 


Meu poema é como a tarde que se afoga em chuva, como a noite dos mistérios, turvas manhãs às claras. Meu poema com rosto de solidão, 

com curvas de lamentos e auroras de mágoas. 


Meu poema, fugaz ser do mar, pássaro consumido. 

Ilha de dor, espantado e revolto. 

Ondas de um tempo exilado, massacrado e morto, 

essas águas insones. 


Meu poema sem vestígios, porém com sangue e voo. 

Meu poema, meu martírio.

Meu poema com gestos de delicadeza. Meu poema em leito de vida, margens protestadas do sonho, sinos dobrados e bêbados da derrota. Às águas, o meu desespero! Espelhos d'água, a minha terra, o meu poema. Meu poema, assim na terra como no céu. Meu poema, como preceito de um revelado bálsamo irreal. Meu poema, de coração detonado. Túnel vazio, imagens devassas, praias iluminadas. Meu poema desfolhado e amargo. Meu poema como herança, cemitérios de ruínas.


Meu poema, destruição e contemplação

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