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27 de janeiro de 2026

CARNAVAL MILIONÁRIO EM PARNÁIBA: PREFEITO ENTRA NOVAMENTE NA MIRA DO MP POR CONTRATAÇÕES DE R$ 1,7 MILHÃO EM SHOWS

O prefeito de Parnaíba, Francisco Emanuel Cunha de Brito (Progressistas), voltou a figurar no centro de uma nova polêmica envolvendo contratações milionárias de artistas nacionais para o Carnaval 2026. Documentos publicados no Portal da Transparência do Município revelam gastos que somam R$ 1.730.000,00 (um milhão, setecentos e trinta mil reais) apenas com três atrações musicais, valor que já provoca forte reação da população e acende o alerta dos órgãos de controle.

Mesmo antes da divulgação oficial completa, o gestor já havia antecipado em entrevistas à imprensa da capital os nomes das atrações. Entre os artistas contratados estão Pablo do Arrocha, Zé Vaqueiro e Hungria, cada um com apresentações de aproximadamente 1h30. Os cachês chamam atenção:


Pablo aparece com o maior valor, R$ 750 mil;

Zé Vaqueiro, R$ 700 mil;

Hungria, R$ 280 mil.

Os números destoam de valores praticados recentemente no mercado. Registros públicos de 2025 e início de 2026 indicam cachês médios entre R$ 500 mil e R$ 600 mil para Pablo e Zé Vaqueiro, enquanto Hungria costuma receber entre R$ 210 mil e R$ 250 mil em contratações públicas. Ainda assim, os valores lançados no portal oficial do município superam ou ficam no teto dessas referências  e, segundo consta, ainda não foram pagos.

A repercussão é imediata. Moradores questionam como um município que teve orçamento superior a R$ 1 bilhão em 2025 não apresenta obras estruturantes de grande porte, tampouco avanços significativos em áreas essenciais como saúde, educação e infraestrutura. Para críticos da gestão, o contraste entre cortes e remanejamentos de verbas nessas áreas e a liberação de recursos vultosos para shows de poucas horas levanta suspeitas sobre prioridades administrativas.

O caso ganha contornos ainda mais graves porque o prefeito já é alvo de apurações do TCE-PI envolvendo outros contratos milionários. Agora, a contratação dos três artistas sem licitação, totalizando R$ 1,7 milhão, foi encaminhada ao Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI), que pode abrir investigação para analisar a legalidade e a economicidade dos contratos. Há a possibilidade, inclusive, de pedido de suspensão das contratações após a análise técnica.

Enquanto isso, Parnaíba assiste a mais um capítulo de desconfiança, questionamentos e denúncias que se acumulam no primeiro ano da atual gestão. Para a população, a pergunta permanece no ar: festa para poucos ou prioridades para a cidade?

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