Mesmo com salário superior a R$ 20 mil mensais, o prefeito de Parnaíba, Francisco Emanuel Cunha de Brito (Progressistas), declarou-se “pobre” à Justiça ao solicitar justiça gratuita em uma ação movida contra o repórter Águia, profissional que vem denunciando e acompanhando investigações envolvendo a atual gestão municipal.
A audiência estava marcada para esta segunda-feira, 02 de fevereiro de 2026, às 12h30, porém o prefeito simplesmente não compareceu, mesmo sendo autor da ação. Para agravar ainda mais a situação, nenhum documento foi apresentado para justificar a ausência.
Diante do não comparecimento injustificado, o advogado de defesa do repórter solicitou ao juiz o arquivamento do processo, destacando a incoerência da postura do gestor municipal.
O caso expõe o que o jornalista classifica como uma verdadeira perseguição. O prefeito teria acionado tanto a Justiça quanto a Polícia Civil em uma tentativa de intimidar e silenciar o repórter, após a divulgação de matérias que tratam de investigações em andamento no Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI).
As apurações envolvem diversos contratos suspeitos de irregularidades, firmados durante a gestão do prefeito Francisco Emanuel.
O Tribunal de Contas do Estado vem intensificando as investigações, citando o prefeito e demais envolvidos em um suposto esquema de corrupção, exigindo a apresentação de documentos e defesas formais.
Em outros processos, embora o prefeito tenha apresentado alegações de defesa, a relatora considerou os argumentos falhos, determinando o prosseguimento das ações, com medidas severas como:
possibilidade de suspensão de pagamentos
bloqueio de contratos administrativos
interrupção de licitações
Paralelamente, o Ministério Público do Estado do Piauí investiga outras denúncias graves, incluindo:
suspeita de autopromoção com dinheiro público, por meio da confecção de calendários institucionais contendo nome e foto do prefeito, distribuídos em 29 de dezembro de 2025;
possível benefício indevido envolvendo recursos públicos, com a nomeação de um advogado comissionado, indicado pelo próprio prefeito, para o cargo de Procurador da Fazenda do Município de Parnaíba.
Enquanto declara pobreza para obter benefícios judiciais, o prefeito:
recebe alto salário;
responde a diversos processos em órgãos de controle;
falta à audiência que ele mesmo provocou;
tenta judicializar o trabalho da imprensa, levantando questionamentos sérios sobre liberdade de expressão e transparência pública.
O espaço permanece aberto ao prefeito Francisco Emanuel Cunha de Brito, bem como a todos os citados, para que apresentem nota de esclarecimento, caso queiram se manifestar.

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