Um contrato de mais de R$ 1 milhão firmado pela Prefeitura de Ilha Grande está provocando forte repercussão e levantando questionamentos entre moradores sobre a aplicação do dinheiro público no município.
O acordo foi assinado pelo secretário municipal Antônio Defrísio Ramos Farias, conhecido como Tony Farias, com a empresa THIAGO PAIXAO SILVA, no valor de R$ 1.000.083,25 (Um milhão, oitenta e três reais e vinte e cinco centavos) para confecção de fardamentos e uniformes em geral.
O procedimento ocorreu por meio da Adesão nº 002/2026, resultando no Contrato nº 01.0901/2026, firmado em 9 de janeiro de 2026, com vigência até 31 de dezembro de 2026. Nossa reportagem calculou valor do contrato, e simulou a divisão para os 9.274 habitantes que daria R$ 107,84 para cada habitantes da cidade de Ilha Grande.
O valor elevado do contrato chamou atenção principalmente porque o município possui apenas 9.274 habitantes, , segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no Censo Demográfico de 2022.
Na prática, o contrato prevê que a empresa receba cerca de R$ 83.340,27 (Oitenta e três mil, trezentos e quarenta reais e vinte e sete centavos) por mês, valor considerado alto por moradores para um município de pequeno porte.
Tony Farias é atualmente uma das figuras mais influentes da gestão da prefeita Marina de Oliveira Brito (PP). Ele acumula três funções na administração municipal:
Secretário de Educação (interino)
Nos bastidores políticos da cidade, há comentários de que a prefeita teria delegado a assinatura de contratos de grande valor ao sobrinho, o que tem gerado críticas e cobranças por mais transparência na gestão pública.
O nome de Tony Farias já aparece em investigações conduzidas pelo Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI), que apuram possíveis irregularidades na assinatura de contratos milionários, além de suspeitas relacionadas a lavagem de dinheiro público e enriquecimento ilícito.
Mesmo diante das investigações em andamento, o secretário continua firmando contratos de grande valor dentro da gestão municipal.
Levantamento realizado pela reportagem identificou que a empresa contratada estaria sediada na Rua Humberto de Campos, nº 455, no Centro de Parnaíba, e atua no ramo de confecção de fardamentos e uniformes.
A repetição de contratos e o valor envolvido levantaram suspeitas de possível direcionamento de contratação, situação que, caso confirmada por órgãos de controle, pode caracterizar irregularidade administrativa.
Diante das suspeitas, moradores e lideranças locais cobram que o Ministério Público do Estado do Piauí e demais órgãos de controle aprofundem a investigação sobre todos os contratos firmados entre a empresa e a Prefeitura de Ilha Grande do Piauí.
Para muitos moradores, o que causa maior indignação é o fato de que uma cidade pequena, com pouco mais de nove mil habitantes, esteja envolvida em contratos milionários, o que aumenta a pressão por transparência e fiscalização no uso do dinheiro público.


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