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27 de março de 2026

PREFEITO APRESENTA RECIBO EM VEZ DE NOTA FISCAL, E TCE-PI MANTÉM INVESTIGAÇÃO SOBRE CALENDÁRIOS

Uma decisão recente do Tribunal de Contas do Estado do Piauí acendeu um verdadeiro alerta em Parnaíba e pode trazer desdobramentos graves para a gestão municipal.

O prefeito Francisco Emanuel Cunha de Brito (PP) sofreu um revés ao tentar derrubar uma medida cautelar imposta pela Corte de Contas. A decisão, assinada pela conselheira Waltânia Maria Nogueira de Sousa Leal Alvarenga, manteve as restrições impostas anteriormente após a identificação de fortes indícios de irregularidades no uso de recursos públicos da educação.

O caso gira em torno de dois empenhos que somam R$ 84.065,50, destinados à compra de materiais pedagógicos e de expediente junto a uma empresa privada.

Mas o que chamou atenção dos auditores não foi apenas o valor  e sim a forma como tudo aconteceu:
Empenhos emitidos em 08 de dezembro de 2025
Liquidação em 19 de dezembro de 2025
Pagamento realizado em 24 de dezembro de 2025

Tudo isso no apagar das luzes do ano letivo, levantando suspeitas sobre a real necessidade e utilização dos materiais.

A área técnica do tribunal identificou uma série de inconsistências que pesaram na decisão:
Execução financeira acelerada e atípica
Possível incompatibilidade dos itens com a finalidade educacional
Risco de desvio de finalidade dos recursos públicos

E o ponto mais explosivo:
A existência de calendários promocionais do prefeito para 2026, que teriam sido apreendidos e estariam ligados à mesma empresa contratada.

Na tentativa de reverter a situação, o prefeito alegou que os calendários foram pagos com recursos próprios, apresentando recibos no valor de R$ 2.500,00.

Apesar disso, o Tribunal foi claro:
Mesmo que os calendários não tenham sido pagos com dinheiro público,
isso não elimina as suspeitas sobre o uso irregular dos recursos da educação.
Além disso, outro problema agravou a situação:
Parte da documentação apresentada cobre apenas um dos empenhos
O outro segue sem comprovação adequada

A Corte foi firme ao exigir:
Provas concretas de que os materiais comprados chegaram, foram armazenados e distribuídos corretamente nas escolas.

Sem isso, permanece a dúvida central:
Os recursos públicos foram realmente usados para a educação ou desviados para outros fins?

Com base nesses elementos, o TCE decidiu:
Manter a proibição de novos contratos com a empresa investigada (em casos semelhantes)
Exigir documentação detalhada sobre os materiais
Encaminhar o caso para análise do Ministério Público de Contas

A decisão ainda é cautelar, mas o cenário preocupa:
Se confirmadas as irregularidades, o caso pode evoluir para:
Investigações mais profundas
Aplicação de multas
Imputação de débito
E até consequências políticas e administrativas mais severas


A reportagem deixa espaço aberto para manifestação da Prefeito de Parnaíba e demais citados.


Portal do Águia segue acompanhando esse caso que pode ter desdobramentos explosivos nos próximos dias.

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