Uma denúncia explosiva acaba de colocar sob os holofotes da investigação pública o secretário de Administração e Fazenda de Ilha Grande, Antônio Defrísio Ramos Farias, o “Tony Farias”. O caso já está nas mãos do Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI) e do Ministério Público, e pode se transformar em um dos maiores escândalos administrativos recentes no município.
Tudo começou com a assinatura do contrato nº 003/2025, firmada em 17 de setembro de 2025 entre a prefeitura e a empresa Alpha Construtora e Engenharia LTDA, sediada em Timon (MA). O valor inicial já chamava atenção: R$ 1.888.031,57(um milhão, oitocentos e oitenta e oito mil, trinta e um reais e cinquenta e sete centavos).
Mas o que parecia apenas mais um contrato público rapidamente levantou suspeitas. Documentos analisados pela reportagem indicam que o acordo não deixaria claro um ponto essencial: o prazo de vigência ou a data final de execução. A ausência dessa informação básica acende um alerta grave sobre possível falta de transparência e até irregularidade na formalização.
E a situação piorou.
Menos de sete meses depois, em 11 de março de 2026, o secretário assinou um aditivo contratual que elevou o valor em 50%. O novo montante saltou para impressionantes R$ 2.831.830,99 (dois milhões, oitocentos e trinta e um mil, oitocentos e trinta reais e noventa e nove centavos). Mais dinheiro público, mais questionamentos e, novamente, segundo a apuração, sem definição clara do prazo final do contrato.
Para especialistas em controle público, esse tipo de prática pode indicar falhas graves na gestão dos recursos e levanta dúvidas sobre a real necessidade e legalidade do aumento.
Nos bastidores, as denúncias ganham contornos ainda mais preocupantes.
Fontes ouvidas pela reportagem afirmam que Tony Farias teria forte influência na contratação de funcionários dentro da empresa no município. Além disso, há indícios de que um vereador do município poderia estar ligado ao pagamento de trabalhadores da empresa dentro da cidade, o que amplia o alcance das suspeitas e sugere possível articulação política por trás dos contratos.
Diante da gravidade, o caso foi encaminhado ao Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI), e Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI) que já instaurou procedimento investigativo. Caso sejam comprovadas irregularidades, o cenário pode se agravar drasticamente: o órgão poderá pedir o afastamento imediato do secretário de todos os cargos públicos.
Como se não bastasse, a crise ganha um novo capítulo com acusações de tentativa de intimidação. A reportagem apurou que o secretário teria buscado medidas judiciais contra o repórter investigativo Ernande Souza (Águia), numa tentativa de barrar a divulgação das denúncias. Em vídeo gravado ao lado de seu advogado, Tony Farias anuncia que está movendo ações judiciais cível e criminal, pelo fato de o repórter Ernande Souza estar investigando e levando as denúncias aos órgãos de controle, para aprofundarem as investigações.
Não é criem!
Pelo contrário, isso faz parte do papel do jornalismo e está protegido pela Constituição Federal do Brasil, que garante a liberdade de expressão e de imprensa. Além disso, levar fatos ao Ministério Público do Estado, ao Tribunal de Contas do Estado ou a outros órgãos fiscalizadores é um caminho legítimo para que denúncias sejam apuradas.
Outro ponto que chama atenção é a ausência da assinatura da prefeita Marina Brito em diversos contratos de alto valor, que estariam sendo firmados apenas com a assinatura do secretário. A prática levanta questionamentos sobre a centralização de poder e possíveis irregularidades administrativas.
O caso segue em apuração e pode atingir níveis ainda mais altos dentro da estrutura política do município, incluindo possíveis conexões com a presidência da Câmara Municipal.
A equipe do Repórter Investigativo Águia continua aprofundando as investigações.
ESPAÇO ABERTO!.
O espaço permanece aberto para eventual nota de esclarecimento da Secretaria ou da prefeita.
E o alerta está dado: novas revelações podem surgir a qualquer momento.
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