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22 de maio de 2026

INVESTIGADOS E DE OLHO NO PODER? Prefeito de Parnaíba e secretário de Ilha Grande tentam se aproximar de Rafael Fonteles mirando eleições de 2026 e 2028

O clima político nos bastidores do litoral piauiense está pegando fogo. Duas figuras conhecidas da política estadual, ambas cercadas por investigações envolvendo contratos milionários e suspeitas em licitações, estariam tentando se aproximar do governador Rafael Fonteles de olho nas eleições de 2026 e, principalmente, nas articulações para 2028.

De um lado, o prefeito de Parnaíba, Francisco Emanuel Cunha de Brito, filiado ao Progressistas, vem sendo alvo de diversos processos e apurações no Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI). Segundo denúncias e documentos já levantados por órgãos de fiscalização, contratos, licitações e pagamentos suspeitos chegaram a ser suspensos pelo tribunal.

Nos bastidores, o prefeito também carrega a fama de “traidor político”, após romper com o grupo político Mão Santa, que lhe deu sustentação e apoio até chegar à Prefeitura de Parnaíba. Agora, segundo fontes ligadas ao meio político, Francisco Emanuel estaria articulando apoio à reeleição de Rafael Fonteles, movimento que vem causando desconforto dentro do próprio Progressistas.

A grande pergunta que circula nos corredores da política é: será que o governador confiará em alguém acusado de abandonar o próprio grupo político que o elegeu?

Do outro lado da disputa aparece o secretário de Administração e Fazenda de Ilha Grande do Piauí, Antonio Defrisos Ramos Farias, conhecido popularmente como Tony Farias. Segundo aliados próximos, Tony sonha em ser o sucessor da atual prefeita — sua tia nas eleições municipais de 2028.

Porém, o caminho parece longe de ser tranquilo. Tony Farias também vem sendo investigado em processos no Ministério Público do Piauí e no TCE-PI. As apurações envolvem denúncias sobre contratos milionários firmados com empresas consideradas suspeitas.

Entre os casos que mais chamam atenção está a contratação de um ônibus para transporte universitário entre Ilha Grande e Parnaíba, em um contrato que se aproxima de R$ 1 milhão, realizado por adesão e sem processo licitatório próprio. A empresa contratada, segundo informações, já teria sido alvo de operações do GAECO, e os processos seguem em andamento.

Mesmo diante das investigações, Tony Farias estaria apostando numa aproximação política com Rafael Fonteles, acreditando que poderia conquistar apoio do governador para uma futura candidatura em Ilha Grande. No entanto, lideranças políticas afirmam que o cenário é bem diferente.

Nos bastidores, o nome que teria simpatia do Palácio de Karnak para futuras articulações em Ilha Grande seria o da líder política Bernardete Leal, considerada hoje uma das figuras mais próximas da base governista na região.

Analistas políticos avaliam que tanto Francisco Emanuel quanto Tony Farias enfrentam forte desgaste político. No caso de Parnaíba, muitos lembram que os votos que elegeram Francisco Emanuel vieram diretamente da base do grupo Mão Santa, hoje liderado pela deputada estadual Gracinha Mão Santa.

Já em Ilha Grande, o desgaste da atual gestão municipal e as investigações envolvendo contratos assinados pelo secretário aumentam ainda mais a rejeição popular.

Outro fator que pesa no tabuleiro político é o fato de ambos integrarem o mesmo grupo político do senador Ciro Nogueira, que também enfrenta forte desgaste após repercussões nacionais envolvendo investigações relacionadas ao Banco Master.

Enquanto isso, cresce a expectativa sobre qual será o posicionamento definitivo de Rafael Fonteles diante dessas movimentações políticas no litoral do estado.

Nossa reportagem seguirá acompanhando de perto os desdobramentos desse verdadeiro jogo de poder nos bastidores da política piauiense.

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