O jornalista investigativo Ernande Souza, responsável pelo Portal do Águia, afirmou nesta quinta-feira (30/07) que apresentará novas representações ao Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI) e à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) alegando ser vítima de suposto assédio judicial praticado pelo advogado e secretário municipal de Administração e Fazenda de Ilha Grande do Piauí, Antonio Defriso Ramos Farias, conhecido como Tony Farias.
Segundo o jornalista, o secretário já ajuizou cinco ações judiciais contra ele em decorrência de reportagens publicadas pelo Portal do Águia envolvendo denúncias e informações relacionadas à administração pública municipal. Ernande sustenta que as ações têm como objetivo intimidar sua atividade jornalística e dificultar a continuidade das investigações que vem realizando.
O jornalista informou ainda que protocolou representação no Ministério Público alegando a ocorrência de suposto assédio judicial, argumentando que o ajuizamento sucessivo de ações estaria sendo utilizado para restringir o exercício da liberdade de imprensa e do jornalismo investigativo.
De acordo com Ernande Souza, o secretário Tony Farias é alvo de procedimentos instaurados pelo Ministério Público do Estado do Piauí para apurar supostas irregularidades envolvendo contratos administrativos celebrados na sua atuação na gestão municipal. As investigações, segundo o jornalista, ainda estão em andamento e não há decisão judicial definitiva sobre os fatos apurados.
O jornalista afirma que também solicitou ao MPPI a ampliação das apurações para abranger o período compreendido entre os anos de 2021 e 2026, incluindo a evolução patrimonial do secretário.
Nas representações encaminhadas aos órgãos de controle, Ernande Souza solicita que sejam apurados bens e empresas que, segundo ele, estariam vinculados ao secretário.
Entre os pontos citados pelo jornalista estão um imóvel localizado na Rua Jerusalem, no bairro Lagoa da Prata, em Parnaíba, além da empresa R & F Empreendimentos Consultoria, Comércio e Serviços Ltda., que possui capital social declarado de R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais).
Segundo o jornalista, no endereço da empresa também funciona uma revendedora de veículos seminovos. Ele pede que os órgãos competentes verifiquem a origem dos recursos utilizados na constituição do patrimônio e eventual compatibilidade com os rendimentos declarados pelo secretário.
A representação também solicita que sejam investigadas informações recebidas pelo jornalista sobre a suposta existência de outros imóveis e bens que estariam registrados em nome de terceiros. Essas alegações ainda dependem de comprovação pelos órgãos competentes e não constituem, até o momento, conclusão oficial de qualquer investigação.
Especialistas apontam que o chamado assédio judicial pode ser caracterizado quando há o ajuizamento reiterado de ações judiciais com o objetivo de constranger ou dificultar a atuação de jornalistas, comunicadores ou defensores de direitos.
As investigações do jornalista continua, sem medo de intimidação por parte do secretário!.
ESPAÇO ABERTO
O Portal do Águia mantém espaço aberto para manifestação do secretário Antonio Defriso Ramos Farias. Caso ele apresente esclarecimentos ou documentos sobre os fatos mencionados nesta reportagem, o conteúdo será publicado na íntegra, em respeito aos princípios do contraditório, da ampla defesa e da ética jornalística.


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