A secretária de Administração de Caxingó é suspeita de desviar dinheiro público para a construção de uma casa na comunidade Taperas, na zona rural de Cocal dos Alves. O suposto esquema seria através de um contrato com a empresa MD de Castro Materiais de Construção, assinado pela secretária de Administração Silmara Cristina Cardoso dos Santos, em 03 de julho de 2025.
O contrato tem o valor de R$ 721.341,30 (setecentos e vinte e um mil, trezentos e quarenta e um reais e trinta centavos). A empresa beneficiada no contrato pertence ao vereador e atual presidente da Câmara Municipal de Cocal dos Alves, senhor Mariano Brito de Castro.
Segundo informações de fonte sigilosa, Silmara Cardoso e Mariano Brito teriam uma amizade forte, chegando ao ponto de a secretária pedir para Mariano Brito nomear seu namorado, Antonio Gilberto de Brito, que reside no povoado Taperas.
Assim, o pedido teria sido atendido em 03 de janeiro de 2025. O então namorado foi nomeado chefe de Divisão de Protocolo e Recepção da Câmara Municipal, conforme portaria assinada pelo vereador e presidente da Câmara, Mariano Brito de Castro.
Meses depois, Silmara assina o Contrato nº 01.014/2025, no valor de R$ 721.341,30 (setecentos e vinte e um mil, trezentos e quarenta e um reais e trinta centavos), para a empresa do vereador Mariano Brito, MD de Castro Materiais de Construção, fornecer materiais de construção para o município de Caxingó.
Mas, de acordo com nossa investigação e com informações levantadas pela nossa reportagem, a empresa nunca teria entregue materiais de construção para o município de Caxingó.
Nossa reportagem esteve na loja da empresa, visualizou uma pequena loja e constatou que a empresa possui apenas R$ 20.000,00 (vinte mil reais) de capital social. A empresa fica localizada na Rua Luiza Machado de Almeida, no Centro de Cocal dos Alves.
Segundo fontes sigilosas ouvidas por nossa reportagem, a empresa nem caminhão teria para realizar entregas em outro município, como Caxingó, que fica a aproximadamente 75 quilômetros de Cocal dos Alves.
Após o contrato, a secretária Silmara e seu namorado teriam conseguido um grande terreno localizado no povoado Taperas, zona rural de Cocal dos Alves, e logo construíram uma casa.
Investigada pela nossa reportagem, moradores de Taperas apontaram a casa como sendo de Silmara e de seu namorado, levantando a suspeita sobre a lisura do contrato de quase um milhão de reais entre a Prefeitura de Caxingó e uma empresa de materiais de construção de outro município distante, sendo que o município de Caxingó possui várias lojas de materiais de construção.
Nossa reportagem chegou a questionar o vereador Mariano Brito em relação ao contrato de sua empresa com o município de Caxingó e também sobre a construção da casa atribuída à secretária. Porém, o vereador se recusou a falar sobre o assunto e pediu que nossa equipe não filmasse nem tirasse fotos de sua loja.
Mariano Brito afirmou ainda que só irá se manifestar quando for citado pelo MPPI (Ministério Público do Estado do Piauí).
O caso agora será investigado pelo MPPI (Ministério Público do Estado do Piauí).
Espaço segue aberto.
Espaço segue aberto para esclarecimentos por parte dos envolvidos nestá matéria.




Nenhum comentário:
Postar um comentário