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3 de setembro de 2026

POLÍCIA CIVIL DIVULGA NOVAS INFORMAÇÕES SOBRE O CASO BRUNA LOIOLA


A Polícia Civil do Estado do Maranhão divulga novas informações sobre as investigações do assassinato da adolescente BRUNA LOIOLA, ocorrido em 31 de agosto de 2026, no povoado Canabrava, zona rural de Água Doce.

Segundo o apurado, por volta das 13h10, BRUNA chegava a um salão de beleza, na Rua dos Carecas, quando foi surpreendida pelo adolescente infrator, que se aproximava portando um punhal e uma balestra (“besta”), com o rosto coberto por chapéu e touca ninja.

Ao avistá-lo, a vítima correu para o interior do estabelecimento, sendo perseguida e alcançada no imóvel anexo ao salão, onde foi esfaqueada. BRUNA sofreu cerca de 20 perfurações provocadas por instrumento perfurocortante (punhal). Segundo as investigações, não houve discussão entre os dois antes do ataque. A maioria das lesões atingiu a região abdominal e os membros superiores, sendo estas últimas compatíveis com lesões de defesa.

Após diligências, a equipe de capturas da Delegacia de Polícia Civil de Araioses localizou e apreendeu o punhal utilizado no ato infracional. A arma foi encontrada em uma área de matagal situada entre a residência do adolescente e o salão de beleza.

Após o ataque, o adolescente fugiu correndo e se escondeu na residência dos pais. A motocicleta utilizada por ele, de propriedade do pai, foi abandonada no local por apresentar problemas mecânicos.

Conforme as investigações, o adolescente seguia em direção a uma unidade escolar localizada no mesmo povoado, onde pretendia cometer um atentado. A ação não se concretizou em razão do problema mecânico apresentado pela motocicleta.

A vítima estudava em uma escola de horário integral, mas tinha autorização dos pais para sair diariamente durante o horário do almoço, a fim de se alimentar em casa. Por esse motivo, havia agendado atendimento no salão de beleza naquele horário.

A Justiça decretou a internação provisória do adolescente, que foi encaminhado, nesta data, 03 de setembro de 2026, para uma unidade socioeducativa na capital maranhense.

As investigações apontaram ainda que o adolescente possuía histórico de comportamentos violentos e misóginos no ambiente escolar. Seus pais já haviam sido notificados pelo Conselho Tutelar para que adotassem medidas relacionadas ao comportamento do adolescente, entre elas, acompanhamento psicológico.

No caderno do adolescente foram encontradas diversas anotações fazendo referência à suástica, símbolo do nazismo, além de desenhos de bombas, armas de fogo, entre outros elementos.

O adolescente também já havia sido flagrado na escola portando arma branca e tesoura cirúrgica. Além disso, havia se envolvido em uma agressão física com outro adolescente, com troca de socos e chutes, e feito ameaças de morte contra ele, fato que motivou sua expulsão do colégio que pretendia atacar.

Até o momento, não há indícios de que o adolescente tenha sido vítima de bullying no ambiente escolar.

Novas diligências serão realizadas pela Polícia Civil, com o objetivo de esclarecer os fatos.

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