Governador apresentou dados de redução da violência, defendeu investimentos nas forças de segurança e afirmou que problema da água exige união de esforços.
Durante o segundo bloco do debate desta terça-feira (29), o governador Rafael Fonteles, candidato à reeleição no Piauí pelo PT, rebateu críticas à segurança pública e ao abastecimento de água. Em dois momentos de confronto com adversários, Rafael Fonteles apresentou resultados da gestão, defendeu a atuação das forças policiais e cobrou coerência nas críticas sobre o fornecimento de água.
Na área da segurança, o governador afirmou que o orçamento do setor cresceu 101% entre 2022 e 2026 e destacou a nomeação de policiais, a realização de operações integradas e o aumento das prisões de criminosos. Segundo Rafael Fonteles, os indicadores apontam redução de 40% nos homicídios, mais de 70% nos roubos de celulares e mais de 50% nos roubos de veículos.
“Eu vim aqui falar o que fiz como governador para reduzir os indicadores de violência no Piauí. Esses dados são públicos e comparáveis entre os estados. O estado menos violento do Norte e Nordeste do Brasil é o Piauí, medido pelo indicador de homicídios, que era de mais de 24 por 100 mil habitantes e agora está na casa de 13 por 100 mil. E nós queremos reduzir para menos de 10 homicídios por 100 mil habitantes”, afirmou Rafael Fonteles.
O governador também defendeu a continuidade dos investimentos em inteligência, videomonitoramento e integração das forças policiais com o Poder Judiciário e o Ministério Público, além de novas nomeações na segurança pública. Ele afirmou ainda que o enfrentamento à criminalidade deve caminhar junto à geração de oportunidades para a juventude, como forma de evitar o recrutamento por facções.
Em outro momento do debate, Rafael Fonteles rebateu críticas do candidato Joel Rodrigues sobre o abastecimento de água. O governador argumentou que o problema é complexo e não pode ser tratado com soluções simplistas.
“Joel foi prefeito de Floriano por 14 anos e não resolveu o problema de abastecimento de água. Administrou uma cidade de pouco mais de 60 mil habitantes e não conseguiu resolver esse problema. E cobra que eu, em quatro anos, resolva todo o problema de um estado com 3,3 milhões de habitantes”, declarou.
Na sequência, o governador defendeu união de esforços para enfrentar o problema. “É um problema complexo e esse tema não admite bravatas. Precisamos unir forças para resolver definitivamente o problema do abastecimento de água”, ressaltou.
Rafael Fonteles também lembrou que Joel Rodrigues foi aliado de Wellington Dias e do presidente Lula e, posteriormente, se aproximou de Ciro Nogueira, então ministro da Casa Civil do governo Jair Bolsonaro. “Mesmo sendo ministro da Casa Civil, não ajudou a resolver o problema de água em Floriano e no Piauí”, finalizou Rafael Fonteles.
O plano de Rafael prevê investimentos em infraestrutura hídrica e saneamento, com ampliação da cobertura de água e esgotamento sanitário, conclusão de adutoras e barragens do Novo PAC, monitoramento das metas de água e esgoto e recuperação de nascentes, rios e lagoas. Para a população rural, a meta é ampliar a segurança hídrica com 25 mil cisternas, pelo menos 100 sistemas de dessalinização, novos sistemas coletivos de abastecimento, monitoramento da qualidade da água e tecnologias de convivência com o semiárido.
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