Mobilizações começaram no Rio de Janeiro e devem chegar a universidades de diferentes estados durante o segundo turno das eleições presidenciais.
Estudantes de universidades, institutos federais e outras instituições de ensino estão organizando uma série de manifestações políticas após o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, que colocou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo segundo turno.
Uma das primeiras mobilizações ocorreu na noite de segunda-feira (5), em Niterói, no Rio de Janeiro. Estudantes da Universidade Federal Fluminense (UFF) saíram do campus do Gragoatá e percorreram ruas da cidade, passando por regiões como Ingá e Icaraí.
Durante o ato, os participantes carregaram faixas e cartazes e declararam apoio à candidatura de Lula. Também foram registradas manifestações contrárias a Flávio Bolsonaro e críticas à possibilidade de anistia para Jair Bolsonaro.
A mobilização foi organizada por entidades estudantis ligadas à UFF. De acordo com informações divulgadas pelos próprios organizadores, a intenção é ampliar a participação dos estudantes no debate político durante o segundo turno.
Mobilização ganha alcance nacional
Depois do primeiro ato em Niterói, novas manifestações, assembleias e plenárias começaram a ser anunciadas em universidades de diferentes regiões do país.
A programação divulgada para os próximos dias inclui instituições de ensino superior de estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Amazonas, Pará, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Sul, Paraná, Alagoas, Sergipe e Tocantins, além do Distrito Federal.
No Piauí, está prevista uma mobilização na Universidade Federal do Piauí (UFPI), em Teresina, para quinta-feira (8). A programação divulgada por entidades estudantis indica atividade na Praça da Filosofia, no Centro de Ciências Humanas e Letras (CCHL).
No Maranhão, também estão previstas mobilizações na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), em São Luís, e posteriormente na Universidade Estadual do Maranhão (UEMA).
Educação e cenário político estão entre os temas
As manifestações têm como um dos principais pontos de discussão o futuro das universidades públicas e das políticas de educação, ciência e pesquisa.
Entidades que participam das mobilizações também afirmam que o segundo turno deve ser utilizado para discutir democracia, direitos sociais e propostas apresentadas pelos dois candidatos à Presidência.
No Rio de Janeiro, estudantes anunciaram ainda uma manifestação para esta quarta-feira (7), na região da Candelária, no centro da capital. O movimento reúne estudantes de universidades, institutos federais e escolas públicas.
Em Belo Horizonte, outro ato foi anunciado para sexta-feira (9), na Praça Afonso Arinos, com participação de entidades estudantis.
Segundo turno
Flávio Bolsonaro e Lula disputam o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro de 2026.
As manifestações organizadas por estudantes fazem parte de uma série de mobilizações políticas que começaram a surgir após o resultado do primeiro turno e que devem continuar ao longo da campanha eleitoral.
As atividades são organizadas por grupos e entidades estudantis e não representam, necessariamente, a posição institucional das universidades onde são realizadas.
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