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2 de fevereiro de 2026

Secretário de Ilha Grande do Piauí é suspeito de coagir professores para incriminar vereador durante fiscalização

O secretário municipal de Administração e Fazenda e secretário interino de Educação de Ilha Grande do Piauí, Antônio Defrísio Ramos Farias, conhecido como Tony Farias, está no centro de uma série de denúncias graves envolvendo suposta coação de professores e tentativa de impedir a atuação fiscalizatória do vereador Sócio do Delta.

De acordo com informações apuradas, Tony Farias é suspeito de forçar professores a assinarem um documento de representação com o objetivo de incriminar o vereador, que realizava fiscalização em escolas da rede municipal. Segundo relatos, o secretário teria se antecipado à chegada da Polícia Militar e do parlamentar, já reunindo cerca de oito professores para assinar o referido documento.

A fiscalização realizada pelo vereador tinha como objetivo verificar a situação do sistema educacional do município. Durante as visitas, teriam sido flagradas diversas irregularidades em algumas unidades escolares. Ainda segundo as denúncias, o secretário teria se exaltado diante da atuação do vereador, acusando-o de entrar nas escolas de forma forçada e de maltratar professores versão negada pelo parlamentar, que afirma estar exercendo seu direito constitucional de fiscalização do poder público.
Tony Farias é citado em denúncias como alguém que, supostamente, utiliza práticas de intimidação e coação de servidores públicos para obter depoimentos que favoreçam a gestão municipal, comandada por sua tia, a prefeita Marina Brito. O vereador Sócio do Delta sustenta que as acusações fazem parte de uma tentativa de barrar a fiscalização das irregularidades da administração municipal.

Há ainda relatos de que o secretário estaria articulando, junto a 06 vereadores da base do governo, a abertura de um procedimento político com o objetivo de cassar o mandato do parlamentar, que vem se destacando por fiscalizações consideradas rigorosas no município.

As denúncias contra Tony Farias não são recentes. Ele já teria sido acusado anteriormente de apresentar denúncias infundadas contra uma ex-vereadora do município de Buriti dos Lopes, à época em que atuava como assessor jurídico da Câmara Municipal. O caso, segundo informações, não teria sido comprovado, levando inclusive a então presidente da Câmara, Jaqueline Brito, a emitir nota pública sobre o episódio.
Outro caso envolvendo o secretário diz respeito a conflito com uma vereadora de Ilha Grande em 2022 que também fiscalizava a gestão municipal. 
Após esses embates, servidores que denunciaram supostas irregularidades teriam sido alvos de Processos Administrativos Disciplinares (PADs).
Uma professora identificada como Mazer teria procurado a Delegacia de Polícia Civil e registrado dois boletins de ocorrência: um contra Tony Farias e outro contra o secretário municipal de Saúde, Pedro Firme. Ambos são acusados, pelas denunciantes, de suposta falsificação de documentos administrativos para punir servidores públicos.

Além disso, Tony Farias é alvo de investigações do Ministério Público do Estado do Piauí (MP-PI) em diversas denúncias, que está afrente das investigações é  o promotor de justiça Antenor Filgueiras Lôbo Neto, titular da 1º promotoria de justiça de Parnaíba. 

Entre elas, estão suspeitas de:


Contratos milionarios e  possível lavagem de dinheiro público;

Suposta farra de diárias, em que documentos indicariam que apenas a prefeita e Tony Farias teria sido beneficiada;

Também há questionamentos sobre um possível enriquecimento ilícito. Segundo informações, até 2021 Tony Farias não possuía bens vultosos declarados. Em 2019, ele abriu a empresa R & F Empreendimentos Consultoria, Comércio e Serviços Ltda, com capital inicial inferior a R$ 50 mil. Posteriormente, o capital social teria sido elevado para R$ 1 milhão. Em 2023, a empresa passou a utilizar o nome fantasia RF Veículos, localizada na Avenida Gerardo Ponte Cavalcante, nº 1500, Joaz Souza.

Há ainda suspeitas de que veículos ligados ao secretário estariam locados para o município, o que segue sendo investigado pela reportagem para confirmar a veracidade das informações.

Por fim, documentos indicam que Tony Farias realizou viagens a São Paulo, supostamente com fins turísticos, havendo suspeita de que os custos tenham sido pagos com recursos públicos.


O espaço segue aberto para que Tony Farias, a Prefeitura de Ilha Grande do Piauí e os demais citados apresentem esclarecimentos ou notas oficiais sobre os fatos narrados.

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