Uma série de renovações contratuais por meio de termos aditivos assinados pela Secretaria Municipal de Administração e Fazenda de Ilha Grande do Piauí está levantando fortes suspeitas de possíveis irregularidades na gestão pública. Os documentos foram assinados pelo secretário Antônio Defrísio Ramos Farias, conhecido como Tony Farias, e envolvem ao menos 15 empresas beneficiadas com a prorrogação de contratos.
O que chama atenção nos documentos é que não há transparência sobre os valores envolvidos nas renovações, fato que levanta questionamentos sobre a legalidade e a motivação das prorrogações contratuais.
Segundo levantamento obtido pela reportagem, a maioria dos termos aditivos foi assinada entre novembro e dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, período em que diversos contratos com empresas prestadoras de serviços e fornecedoras do município foram renovados.
Entre as empresas que tiveram contratos prorrogados estão:
1º Mix Service Gestão Empresarial Ltda
2º Posto Ilha Grande Eireli – fornecimento de combustíveis para secretarias municipais
3º Rede Ultraconecta Net Ltda
4º Ruan N. P. Veras Muniz & Veras Ltda
5º Pavcon Construtora Ltda
6º LA Rocha ME
7º M. R. de Melo Gomes Locações e Serviços Eireli
8º Bruno Napoleão Construções Ltda
9º Manoel Ferreira Melo – manutenção de veículos da frota municipal
10º Zeta Distribuidora Ltda
11º Contplan – Contabilidade, Planejamento e Assessoria Ltda
12º Flábia T. da Silva Oliveira Duarte
13º Distrifácil Distribuidora de Alimentos Ltda
14º A. V. Carvalho Vieira
15º Positiva Assessoria Pública
A grande quantidade de aditivos assinados em sequência e a ausência de divulgação clara dos valores dos contratos renovados geraram questionamentos sobre a legalidade do procedimento e sobre o critério utilizado pela gestão municipal para manter esses acordos.
Diante da situação, o Ministério Público do Piauí deverá ser acionado para abrir investigação sobre todos os contratos citados, com o objetivo de verificar se houve irregularidades administrativas, favorecimento indevido ou possíveis danos aos cofres públicos.
A principal pergunta que surge diante desse cenário é: por que tantas empresas tiveram seus contratos renovados por meio de aditivos e o que realmente está por trás dessas renovações?
O caso promete gerar forte repercussão política e administrativa em Ilha Grande do Piauí. A reportagem seguirá acompanhando o desenrolar das investigações e a possível atuação dos órgãos de controle.
O Portal do Águia continuará monitorando o caso e trará novas informações a qualquer momento.
OUTRO LADO
Espaço segue aberto para manifestação e esclarecimentos por parte da Prefeitura de Ilha Grande do Piauí e das empresas citadas.

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