ESCÂNDALO EM ILHA GRANDE DO PIAUÍ: CONFUSÃO DE CARGOS NA EDUCAÇÃO PODE PARAR NA POLÍCIA FEDERAL - Portal do Águia - Portal de Noticias do Piauí

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26 de março de 2026

ESCÂNDALO EM ILHA GRANDE DO PIAUÍ: CONFUSÃO DE CARGOS NA EDUCAÇÃO PODE PARAR NA POLÍCIA FEDERAL

Uma grave denúncia envolvendo a gestão da prefeita Marina Brito, em Ilha Grande do Piauí, levanta suspeitas de desorganização administrativa e possível irregularidade em atos oficiais dentro da Secretaria Municipal de Educação.

Documentos apontam uma verdadeira “dança das cadeiras” no comando da pasta, com exonerações, nomeações e possíveis sobreposições de autoridade que podem ter resultado em um contrato público sob questionamento.
Portaria nº 001
Tudo começa com a Portaria nº 001, de 05 de janeiro de 2026, que exonera Ângela Maria Galeno Oliveira do cargo de secretária de Educação. Na mesma data, o Decreto nº 002/2026 nomeia Antônio Defrísio Ramos Farias como secretário municipal interino da pasta.
Decreto nº 002


Até aí, dentro da normalidade administrativa.

No entanto, a situação se complica quando, por meio da Portaria nº 075/GAP/2026, publicada no Diário Oficial dos Municípios em 13 de março de 2026, Ângela Maria Galeno Oliveira é novamente nomeada como secretária municipal de Educação, o que, em tese, revogaria automaticamente a condição de interinidade ocupada por Antônio Defrísio.
Portaria nº 075

Mesmo assim, 13 dias depois, no dia 26 de março de 2026, Antônio Defrísio Ramos Farias aparece assinando contrato como secretário municipal interino de Educação, função que, oficialmente, já não deveria mais ocupar.
O ato envolve a contratação da empresa MF Distribuidora e Livraria LTDA, para aquisição de livros destinados à rede municipal de ensino, no valor de R$ 272.096,00.

A grande questão que surge é:
quem, de fato, estava no comando da Secretaria de Educação no momento da assinatura do contrato?

Se a nomeação de Ângela já estava em vigor desde o dia 13 de março, como Antônio Defrísio ainda assinou como secretário interino no dia 26?

Especialistas apontam que, caso confirmada a irregularidade, o ato pode ser considerado nulo, além de abrir margem para investigação por possíveis crimes administrativos, incluindo usurpação de função pública, ilegalidade em contrato administrativo e eventual dano ao erário.

Diante da gravidade dos fatos, o caso pode ganhar proporções ainda maiores e chegar a órgãos de controle como o Tribunal de Contas e até a Polícia Federal, caso haja indícios de uso de recursos federais na contratação.

A situação acende um alerta sobre a gestão administrativa no município e levanta dúvidas sobre a legalidade dos atos praticados dentro da Secretaria de Educação.

O espaço segue aberto para manifestação da Prefeitura de Ilha Grande do Piauí e dos citados na matéria.

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