Tribunal de Contas suspende pregão de mais de R$ 7,2 milhões por sobrepreço em materiais de manutenção viária
O prefeito de Parnaíba – Francisco Emanuel Cunha de Brito (PP) está no centro de uma polêmica milionária. O Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI) determinou a suspensão imediata do Pregão Eletrônico nº 88/2025, que previa gasto de R$ 7.234.500,00 com materiais para manutenção de ruas e estradas, após constatar sobrepreço de R$ 2.629.320,00.
A investigação do TCE revelou que os preços orçados pelo município estavam dobrando e até triplicando valores de referência:
Argila/Barro: orçado em R$ 61,04/m³ – referência R$ 28,48/m³;
Pedregulho/Piçarra: orçado em R$ 154,81/m³ – referência R$ 101,51/m³.
O prefeito tentou justificar a diferença alegando que o pregão envolvia serviços de engenharia, incluindo extração, transporte e descarga dos materiais. Mesmo assim, a análise técnica confirmou que o valor estava muito acima do mercado, representando um rombo milionário para os cofres públicos.
A decisão do TCE, assinada pela Conselheira Waltânia Alvarenga, proíbe o prefeito de assinar contratos ou homologar o pregão, até que o caso seja julgado definitivamente. Os autos já foram enviados ao Ministério Público de Contas para investigação.
O episódio levanta sérias questões sobre gestão e fiscalização em Parnaíba, mostrando que mesmo com a urgência de manutenção viária, não há justificativa para onerar o erário em milhões acima do preço de mercado.
O dinheiro do povo não pode ser desperdiçado!
OUTRO LADO
Espaço segue aberto para esclarecimentos narrados nesta matéria.

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