O prefeito de Parnaíba, Francisco Emanuel de Cunha Brito (PP), voltou ao centro das polêmicas após assinar um contrato no valor de R$ 984.000,00 (novecentos e oitenta e quatro mil reais) com uma emissora de televisão local.
O contrato, firmado por meio da Inexigibilidade de Licitação nº 17/2026, prevê pagamentos mensais de R$ 82.000,00, entre janeiro e dezembro de 2026, conforme o Processo Administrativo nº 715/2026.
A empresa contratada é a Fundação 14 de Agosto, que atualmente opera como TV Costa Norte, em Parnaíba.
O valor elevado chama atenção principalmente diante das demandas urgentes do município. Moradores questionam por que há quase R$ 1 milhão disponível para publicidade institucional, enquanto obras e serviços essenciais enfrentam dificuldades.
Um dos pontos mais citados pela população é a construção de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) no bairro Dom Rufino II. Segundo relatos, o vereador David Soares teria garantido emenda de apoio para a obra, mas até o momento a construção não saiu do papel.
A pergunta que ecoa nas ruas é direta:
Se não há recursos para a UBS, por que há verba para um contrato milionário com emissora de TV?
O prefeito Francisco Emanuel já é alvo de análises e fiscalizações por parte do Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI), além de representações junto ao Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI), relacionadas a denúncias de supostas irregularidades administrativas.
Até o momento, não há decisão judicial que determine afastamento do gestor. No entanto, a repercussão do novo contrato pode ampliar os pedidos de apuração.
Especialistas destacam que a inexigibilidade de licitação é permitida por lei em casos específicos, como inviabilidade de competição, mas exige justificativa técnica robusta e demonstração clara do interesse público.
Enquanto isso, moradores relatam problemas estruturais em diversos bairros:
Ruas ainda na areia
Pontos de alagamento
Falta de asfalto
Postos de saúde com carência de medicamentos
Alunos sem uniformes e, segundo denúncias, utilizando livros do ano anterior
A sensação de parte da população é de que as prioridades da gestão não estariam alinhadas com as necessidades mais urgentes da cidade.
A expectativa é que os órgãos de controle avaliem o contrato para verificar se houve cumprimento dos requisitos legais e se o valor está compatível com o serviço contratado.
A sociedade cobra transparência:
Qual o objeto detalhado do contrato?
Quais serviços serão prestados pela emissora?
Qual o critério técnico para a inexigibilidade?
OUTRO LADO
O espaço segue aberto para manifestação do Prefeito de Parnaíba e da emissora citada.
O Portal continuará acompanhando o desenrolar dos fatos e trará novas informações assim que houver posicionamento oficial.


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