Escândalo político: sobrinho e irmão de prefeito acumula cargos em duas prefeituras no Piauí e caso vira alvo de investigação - Portal do Águia - Portal de Noticias do Piauí

NOTÍCIAS


7 de março de 2026

Escândalo político: sobrinho e irmão de prefeito acumula cargos em duas prefeituras no Piauí e caso vira alvo de investigação

Foto reprodução das rede sociais

Um novo escândalo político envolvendo nomeações em prefeituras do norte do Piauí vem ganhando repercussão e já chama atenção dos órgãos de controle. O caso envolve Magnum Cardoso, gestor do município de Caxingó, e a prefeita Laura Rosa, da cidade de Buriti dos Lopes.

No centro da polêmica está Breno Baggio Brito Cardoso, que é apontado como sobrinho e irmão do prefeito de Caxingó. Segundo documentos oficiais, Breno foi nomeado por Magnum Cardoso para exercer o cargo de Secretário Municipal de Ação Social de Caxingó.
A portaria de nomeação foi assinada em 02 de janeiro de 2025.


O que chamou a atenção, porém, é que na mesma data, a prefeita de Buriti dos Lopes também assinou uma segunda portaria nomeando Breno para exercer cargo em comissão de Coordenador do CRAS, vinculado à Secretaria Municipal de Assistência Social daquele município.

O documento ainda determinava que a portaria entraria em vigor na data da assinatura, com efeitos retroativos também a 02 de janeiro de 2025, o que, na prática, teria permitido a Breno ocupar dois cargos em municípios diferentes ao mesmo tempo.

Após a repercussão negativa do caso, a prefeita Laura Rosa decidiu exonerar Breno Baggio Brito Cardoso do cargo em Buriti dos Lopes. Mesmo assim, a situação já havia chegado aos órgãos de fiscalização.

De acordo com informações apuradas, o caso passou a ser alvo de investigação no Ministério Público do Estado do Piauí e no Tribunal de Contas do Estado do Piauí, que analisam possíveis irregularidades na acumulação de cargos públicos.

Levantamentos iniciais apontam que Breno teria permanecido cerca de 10 meses recebendo salário em Buriti dos Lopes, com remuneração mensal aproximada de R$ 2.500,00, valor que agora pode ser alvo de pedido de devolução aos cofres públicos, caso seja comprovada irregularidade.

O episódio amplia a pressão sobre as administrações municipais envolvidas e levanta questionamentos sobre controle de nomeações e possíveis favorecimentos políticos dentro das gestões públicas.

O Portal do Águia informou que continuará acompanhando os desdobramentos do caso e as decisões dos órgãos de controle, que podem resultar em novas medidas administrativas e judiciais.


O espaço permanece aberto para manifestação dos citados na matéria.

Nenhum comentário: