O Carnaval de 2026 pode terminar em escândalo político e judicial no litoral do Piauí. O Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI) abriu mais uma investigação para apurar um suposto uso de dinheiro público na distribuição de bebidas alcoólicas, carnes e brindes durante a folia.
O alvo? O atual secretário de Administração e Fazenda de Ilha Grande do Piauí, Antônio Defrísio Ramos Farias, conhecido como Tony Farias.
A investigação está sob responsabilidade do promotor de Justiça Dr. Rômulo Paulo Cordão, da 1ª Instância da Comarca de Parnaíba.
Segundo informações preliminares, Tony Farias teria publicado uma sequência de vídeos nas redes sociais:
Em um deles, aparece ao lado de uma caminhonete carregada de bebidas, afirmando que seria “zero oitocentos” para os foliões.
Em outro momento, distribui cerveja em um balde no meio da multidão.
Em um terceiro vídeo, reforça que a bebida seria gratuita.
No quarto registro, surge ao lado de várias churrasqueiras, declarando que a carne também seria “de graça para quem chegasse”.
As imagens viralizaram e levantaram questionamentos:
👉 De onde saiu o dinheiro para bancar a festa?
👉 Houve uso de recursos públicos?
👉 Trata-se de promoção pessoal com fins eleitorais?
Tony Farias é apontado como possível sucessor político de sua tia nas eleições municipais de 2028 em Ilha Grande.
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Nos bastidores, já circula um novo slogan: “Doutorzinho”.
A movimentação tem sido vista por adversários como possível campanha antecipada, o que pode configurar irregularidade eleitoral.
Autoridades de órgãos de controle estariam analisando se houve autopromoção com eventual uso da máquina pública.
Com salário aproximado de R$ 5 mil como secretário, Tony Farias ostentaria:
Revendedora de veículos seminovos
Empresa com capital de giro estimado em R$ 1 milhão
Imóveis
O MP já investigaria o secretário por:
Suposta “farra das diárias”
Possível lavagem de dinheiro
Enriquecimento ilícito
Empresa supostamente de fachada
Uma denúncia anônima aponta ainda que veículos seriam vendidos sem emissão de nota fiscal, o que poderia configurar crime tributário contra a União e o Estado do Piauí.
Informações preliminares indicam que o MP já teria encaminhado ofício à Polícia Civil do Estado do Piauí para iniciar diligências.
A Receita Federal do Brasil também poderá ser acionada para apurar possíveis irregularidades fiscais envolvendo a empresa ligada ao secretário.
Há ainda menção a contratos milionários sob análise.
Até o momento, não há posicionamento oficial público do secretário sobre as novas investigações.
O espaço segue aberto para manifestação da defesa.
OUTRO LADO
Nossa reportagem segue acompanhando cada desdobramento dessa investigação que pode abalar o cenário político do litoral piauiense.

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