Mais de R$ 15 milhões em contratos sob suspeita colocam secretário Tony Farias na mira do MP e TCE — e repórter vira alvo de processos por denunciar - Portal do Águia - Portal de Noticias do Piauí

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22 de abril de 2026

Mais de R$ 15 milhões em contratos sob suspeita colocam secretário Tony Farias na mira do MP e TCE — e repórter vira alvo de processos por denunciar

Uma investigação conduzida pelo repórter Ernande Souza (Águia) revelou um cenário alarmante envolvendo a Secretaria de Administração e Fazenda. Em menos de um ano, foram firmados contratos que ultrapassam a impressionante cifra de R$ 15.207.741,32 (quinze milhões, duzentos e sete mil, setecentos e quarenta e um reais e trinta e dois centavos). O repórter ainda busca identificar outros contratos com indícios de possíveis irregularidades.
A maior parte desses contratos já foi encaminhada ao Ministério Público do Piauí (MPPI), que apura possíveis irregularidades, . Paralelamente, o Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI) também aceitou denúncia e deu andamento às investigações.



Um dos casos que mais chamou atenção envolve um contrato firmado com a empresa Alpha Construtora e Engenharia LTDA, sediada em Timon (MA). O acordo nº 003/2025, assinado em 17 de setembro de 2025, teve valor inicial de R$ 1.888.031,57 (um milhão, oitocentos e oitenta e oito mil, trinta e um reais e cinquenta e sete centavos).

No entanto, segundo análise da reportagem, o documento não apresentaria de forma clara o prazo de vigência ou a data final de execução — um ponto que levanta questionamentos sobre transparência e legalidade.

Em 11 de março de 2026, foi assinado um aditivo contratual (nº 01.1709/2025), novamente com a mesma empresa, elevando o valor em 50%. Com isso, o contrato saltou para R$ 2.831.830,99 (dois milhões, oitocentos e trinta e um mil, oitocentos e trinta reais e noventa e nove centavos).

Mais uma vez, conforme os documentos analisados, o aditivo também não deixaria explícito o prazo final de vigência, o que reforça as suspeitas já sob análise dos órgãos de controle.

Após as denúncias serem protocoladas junto aos órgãos competentes, o secretário passou a adotar medidas judiciais contra o repórter responsável pela investigação. Foram ajuizadas ações cíveis e criminais, o que levanta um debate delicado: tentativa de defesa legítima ou estratégia para intimidar a imprensa?

A movimentação é vista por críticos como uma possível tentativa de silenciar denúncias relacionadas à gestão pública.

O caso reacende um tema fundamental em uma democracia: o papel da imprensa na fiscalização do poder público. O jornalismo investigativo, ao levar informações aos órgãos de controle, atua como instrumento de transparência e interesse coletivo.

Cabe destacar que gestores públicos, por ocuparem cargos financiados com recursos da população, estão sujeitos ao escrutínio público e à atuação dos órgãos fiscalizadores.

A apuração segue em andamento, e o espaço permanece aberto para manifestação e esclarecimentos por parte do secretário citado.

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