Uma grave denúncia envolvendo a gestão pública de Ilha Grande do Piauí promete causar forte repercussão e acender o alerta das autoridades fiscalizadoras. O secretário de Administração e Fazenda, Antonio Defrisos Ramos Farias, mais conhecido como Tony Farias, é acusado de utilizar informações supostamente falsas para induzir a população ao erro sobre a aquisição de uma ambulância no município.
Segundo levantamento da reportagem do Portal do Águia, o secretário divulgou recentemente um vídeo gravado em um galpão de oficina, onde apresenta uma ambulância modelo Fiat Strada-Tipo A, N° DO CHASSI DA AMBULÂNCIA:980281KPTYBG7353, que o veículo teria sido adquirido com recursos próprios da prefeitura.
No entanto, a investigação revela uma realidade bem diferente. Documentos oficiais apontam que, ainda em 16 de novembro de 2025, o então secretário de Saúde, Pedro Raimundo Firme Filho, assinou o aviso do Pregão nº 012/2025, com o objetivo de contratar uma empresa especializada para fornecimento de ambulância tipo A (transporte assistencial).
A situação se torna ainda mais delicada quando surge a imagem de Tony Farias recebendo o veículo o que, em tese, deveria ser feito pela prefeita, juntamente com o secretário de Saúde. Mesmo não ocupando a pasta da Saúde, ele é suspeito de ter assinado o contrato de adesão nº 013/2025, datado de 19 de janeiro de 2026, junto à empresa Pro Car Serviços e Peças Ltda, sediada a cerca de 323 km de Parnaíba, na cidade de São Benedito do Rio Preto-MA. O contrato, no entanto, só foi publicado em 29 de janeiro de 2026.
O contrato firmado chama atenção pelo valor: R$ 370.000,00 (trezentos e setenta mil reais), com vigência de 12 meses. Na prática, isso significa que o município paga aproximadamente R$ 30.833,33(trinta mil, oitocentos e trinta e três reais e trinta e três centavos) por mês pelo aluguel da ambulância ou seja, o veículo apresentado como “compra” na verdade é locado.
A revelação levanta questionamentos sérios:
Por que a população teria sido levada a acreditar que a ambulância foi comprada?
Qual a legalidade da assinatura do contrato por um secretário fora de sua pasta?
O valor do aluguel está compatível com os preços de mercado?
Diante dos fatos, o caso pode configurar, em tese, possível prática de desinformação e irregularidades administrativas, o que deve chamar a atenção de órgãos como o Ministério Público do Estado do Piauí e tribunais de controle.
A reportagem segue acompanhando o caso e reforça que o espaço permanece aberto para manifestação dos citados.


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