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16 de junho de 2026

ENFERMEIRA DENUNCIA ASSÉDIO MORAL, COAÇÃO E PERSEGUIÇÃO POLÍTICA DENTRO DO PRONTO SOCORRO MUNICIPAL DE PARNAÍBA

Enfermeira registra BO e acusa secretário de Saúde, diretor do PSM e procuradores de assédio moral dentro de unidade pública em Parnaíba
Uma grave denúncia registrada na Polícia Civil pode provocar forte repercussão nos bastidores da administração municipal de Parnaíba. A enfermeira Maria Cléres Bezerra de Sousa formalizou um Boletim de Ocorrência denunciando supostos episódios de assédio moral, perseguição profissional e coação praticados por integrantes da cúpula da Secretaria Municipal de Saúde.

Segundo o relato da profissional, os problemas teriam começado após ela protagonizar cobranças públicas nas redes sociais direcionadas ao prefeito Francisco Emanuel, relacionadas às condições de trabalho no Pronto Socorro Municipal (PSM) e à assinatura do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) da categoria.

De acordo com a denúncia, após as manifestações públicas, a enfermeira passou a sofrer perseguições internas por parte de coordenadores que, segundo ela, possuem parentesco com o prefeito.

O episódio mais grave teria ocorrido na manhã do dia 13 de junho de 2026, dentro do Pronto Socorro Municipal. Conforme o boletim, após suspender temporariamente uma medicação eletiva devido à redução da equipe de plantão e após questionar o atraso de uma técnica de enfermagem que posteriormente teria abandonado o serviço, a enfermeira foi convocada para uma reunião considerada por ela como intimidatória.

Segundo o registro policial, participaram da reunião o secretário municipal de Saúde, Thiago Judah Sampaio Carneiro; o diretor do PSM, Rui Taffael Sidônio Fontenele; o procurador da Saúde, Alberto Abraão Loiola Filho; e um advogado da Prefeitura identificado como Tito.

Maria Cléres afirma que permaneceu por cerca de 38 minutos em uma sala sendo acusada de fatos que nega ter cometido, classificando o encontro como uma ação de assédio moral e coação.

Ainda conforme o boletim, os impactos emocionais teriam sido severos. A enfermeira declarou à polícia que passou a enfrentar dificuldades para dormir, medo de sair de casa e receio de retornar ao ambiente de trabalho.

A denúncia foi registrada oficialmente na Polícia Civil e poderá ser apurada pelas autoridades competentes, que deverão ouvir todas as partes envolvidas para esclarecer os fatos.



O caso surge em meio a um cenário de crescente insatisfação de servidores da saúde municipal e poderá levantar questionamentos sobre a relação entre gestão pública, ambiente de trabalho e liberdade de manifestação dos servidores.

Até o momento, os citados na denúncia não haviam se manifestado publicamente sobre as acusações. 

ESPAÇO ABERTO

O espaço permanece aberto para que a Secretaria Municipal de Saúde, a direção do Pronto Socorro Municipal e os demais mencionados apresentem suas versões dos fatos.

A denúncia está sob investigação e as acusações relatadas representam exclusivamente a versão apresentada pela denunciante às autoridades policiais.

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